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Foto: Reprodução/Notícias de Bezerros |
A polícia prendeu em flagrante uma mulher de 27 anos depois que a mesma confessou ter dopado duas filhas de 9 e 6 anos para poder sair e beber com uma amiga. O caso aconteceu na última terça-feira (7), na cidade de Bezerros, no Agreste do Estado. A mãe já foi indiciada por tentativa de homicídio. A amiga dela, que fugiu da polícia, também deve responder criminalmente e esta sendo procurada. As meninas estão sob aguarda dos avós e se recuperam da intoxicação que quase as levou a morte.
“Demos voz de prisão à mulher na Unidade Mista de Bezerros depois que o médico que fez o atendimento nos acionou. Por pouco as crianças não chegaram a óbito. Atuamos por tentativa de homicídio porque ela assumiu o risco de morte ao dar aquele remédio para as crianças”, disse delegada Margareth Galdino. A delegada contou que a mãe teria pego a medicação de uso controlado com uma amiga que tem um filho com deficiência e faria uso desta droga.
A ideia de utilizar o remédio para dopar as meninas teria sido da amiga. Ainda não se sabe ainda esta mulher tinha prescrição desta droga para uso na criança. Para colocar as meninas para dormir e poder sair na segunda-feira (6) à noite, a mãe teria misturado o remédio no suco das pequenas e em seguida deixado as crianças já adormecidas na casa de uma vizinha.
Pela manhã da terça, tanto a vizinha quanto a avó das meninas perceberam que elas estavam grogues, mostravam desorientação, começaram a vomitar e além de narrar uma paralisia nos membros. O médico de urgência na Unidade Mista de Bezerros, Rafael Cunha, foi quem atendeu as crianças. “Elas foram trazidas pela vizinha e pela avó. Elas chegaram com um caso de possível intoxicação exógena (por exposição a substância químicas) por algo até então indeterminado. Logo depois pegamos a informação de que foi a mãe e uma outra vizinha ofereceram o remédio. Entramos imediatamente com uma medicação para cortar o efeito do diazepam, estabilizamos o caso e elas conseguiram se recuperar. É uma medicação extremamente perigosa, principalmente com uso irracional numa população com faixa etária de risco que são as crianças. Isso chamou muita a atenção”, alertou o médico.
Fonte: Folha de Pernambuco
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