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Foto: Franklin de Freitas/Estadão Conteúdo |
O delegado Vinicius Carvalho, da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), afirmou que o carro da Polícia Militar (PM) – que se envolveu em um acidente deixando quatro mortos na Linha Verde de Curitiba – não atendia nenhuma ocorrência no momento do ocorrido.
A declaração foi dada na manhã desta segunda-feira (13), durante uma coletiva de imprensa.
"A solicitação que nós recebemos da Polícia Militar informa que não tinha nenhuma ocorrência despachada para aquela viatura naquele momento", disse o delegado.
Além disso, de acordo com o delegado, testemunhas disseram que a sirene e o giroflex do veículo não estavam ligados. Contudo, a perícia ainda vai apurar isso, segundo explicou o delegado.
A velocidade em que o automóvel andava não foi informada. "São dados que o Instituto de Criminalística que vai nos passar", explicou o delegado.
Ele também disse que o carro da PM passará por perícia.
Relembre o caso
Por volta das 15h do dia 31 de julho, na Linha Verde, o carro da polícia seguia pela canaleta sentido Atuba, próximo ao viaduto da Avenida Comendador Franco, no bairro Jardim Botânico, quando o motorista perdeu o controle da direção e acertou as vítimas, que estavam em um ponto de ônibus.
Na sequência, ele cruzou a pista e acertou dois carros que trafegavam no sentido contrário. Para a polícia, o motorista do veículo policial disse que perdeu o controle da direção ao tentar desviar de um pedestre.
Quatro mulheres morreram: as operadoras de telemarketing Fabiana Maria da Silva, de 29 anos, e Franciele Aparecida dos Santos, de 33 anos; a comerciante Vergínia Gouvea Enes, de 67 anos, e a atendente Elizandra Maltezo Araújo Lustoza, de 32 anos.
Vergínia era sogra de Elizandra. As duas tinham retornavam de uma consulta médica. Já Fabiana e Franciele eram colegas de trabalho e tinham acabado de deixar a empresa. Franciele estava esperando o ônibus para buscar o filho na escola no momento do acidente.
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Vítimas de acidente na Linha Verde Foto: Reprodução/RPC |
O motorista do carro da polícia era Norberto. Depois do acidente, ele foi para o Instituto Médico Legal (IML) fazer exames, como o de dosagem alcóolica, e depois seguiu para o Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) para prestar esclarecimentos ao delegado.
Já o cabo Jesse Fernandes Júnior, de 39 anos, que era passageiro do veículo policial, foi socorrido com ferimentos moderados e teve alta.
Fonte: G1 PR, Curitiba
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