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Foto: Jéssica Nascimento/G1 |
A Justiça do Distrito Federal condenou a 22 anos e 8 meses de prisão, a mulher de 24 anos que matou um bebê de 11 meses com chutes, socos e arremessos em Taguatinga Norte. O caso ocorreu um dia depois do Natal de 2015 e foi a julgamento nesta terça-feira (15). Cabe recurso à decisão.
Na época, ao G1, Ana Paula Barros Veloso disse que era "mãe de criação" da menina e cometeu o crime após um "ataque de fúria". Além disso, ela também era responsável pelo irmão da vítima, de 5 anos. Em 2016, depois da morte da bebê, o Conselho Tutelar determinou que o menino voltaria para a casa da mãe biológica.
Responsável por entregar as crianças a Ana Paula, a mãe biológica participou do processo como testemunha. A reportagem tenta confirmar se ela compareceu ao julgamento nesta terça (15). O G1 não conseguiu contato com mulher condenada e nem com a defesa dela.
Relembre o caso
Ana Paula Barros Veloso foi presa em janeiro de 2016 após matar a golpes – segundo laudo da Polícia Civil – o bebê de 11 meses. A artesã, que morava em Taguatinga, foi encontrada em Santo Antônio do Descoberto, cidade goiana no Entorno do DF. Ana Paula tinha 22 anos quando cometeu o crime.
Na delegacia, ela afirmou que ficou irritada com as "birras" da bebê. "Não sei o que aconteceu, estava muito triste. Sempre cuidei de criança e sempre gostei muito. Nunca fiz isso com filho de ninguém", disse na época.
Segundo o delegado Wellington Barros, que investigava o caso, Ana Paula não tinha antecedentes criminais. Por não ter filhos, ela "pegou as crianças para criar". No entanto, depois que levou os irmãos para casa não deixou mais que a mãe biológica visitasse as crianças
Um laudo da Polícia Civil provou que a menina vinha sofrendo maus-tratos. Segundo Barros, em 24 de dezembro, a mulher "bateu na criança e arremessou ela do alto. [O bebê] ficou com graves hematomas, mas não chegou a óbito".
"No dia 26 [dezembro de 2015], ela [Ana Paula] bateu tanto na Alice com socos e chutes que ela apresentou vômito e convulsões. Quando o Samu chegou, a bebê já tinha morrido", disse o delegado.
Ana Paula não foi presa em flagrante porque a causa da morte da menina ainda era desconhecida. Apesar dos hematomas, a polícia preferiu aguardar o laudo do Instituto Médico Legal. Segundo o documento, o bebê de 11 meses morreu por traumatismo crânio-encefálico.
Fonte: G1 DF
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